14 de abril de 2008

Ajudem a votar no DEScomendo no FizTV

Como vocês sabem, nossa vídeo-arte DEScomendo está no site da FizTV. Para que passe na programação da TV, precisa ser bem votado. Portanto, gostaria de pedir a vocês o enorme favor de votar na gente. Isso vai dar ânimo de continuar produzindo. Acreditem, temos no forno algumas produções que irão surpreender. :)

Para votar é simples, na janela onde o vídeo está rodando, passe o mouse por cima dela e a pergunta "ESTE VÍDEO DEVE IR PARA A TV?" irá aparecer. Clique em "SIM". Pronto, você votou.

É só entrar no site pelo endereço abaixo:
http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&videoId=7799
Assistir ao vídeo e votar para que passe na TV.

Pode votar quantas vezes quiser, é só fechar o navegador e abrir de novo o site. Divulgue para seus conhecidos para que votem no nosso vídeo.

Para quem quiser ajudar meeeeesmo, tem outros vídeos nossos lá, aqui vão seus links diretos para votação:
"Depois da Meia Noite..."
http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&videoId=6947
"O Gaúcho e o Entregador de Pizza"
http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&videoId=3042
"Prazer Macabro"
http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&videoId=3113
"Cineticidade - Video Arte"
http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&videoId=3118

Contamos com o apoio de vocês! Obrigado pela força! ;)

Arte Erótica - Dimitri Kozma

Duas pinturas que fiz em um estilo bem diferente. Gosto bastante delas, espero que gostem também. Usei técnica mista, ecoline, cera, lápis de cor...

REVEILLON - Conto de Dimitri Kozma

Estou aqui, dependurado no parapeito desta janela, olhando a vida se esvair aos poucos pelo suor de meus poros. Os fogos de artifício já estão anunciando o novo ano que vem chegando, mas para mim nada é feliz, próspero ou o que for. Para mim este é o início de mais um ano da mais doída solidão, solidão esta que eu mesmo semeei.

O televisor ligado iluminando a sala vazia é o único ruído de vozes que eu consigo ouvir. As ruas parecem desertas, todos estão em suas casas, comemorando a virada de ano com seus parentes e eu aqui, prestes a me desprender desta vida que não leva a nada. Não estou vendo mais nenhuma esperança, nada. Apenas um caminho cada vez mais estreito em minha frente. Foi doído este último ano que passou. Imaginava que as coisas poderiam ter mudado... Mas não mudaram nada.

Continuo sem esperança de uma vida melhor, de um futuro um pouco mais promissor. Foram anos sem ao menos ter uma pessoa com quem conversar, uma pessoa com quem possa trocar confidências. Meus cabelos estão alvoroçados pelo vento, as luzes lá embaixo parecem formiguinhas, uma colônia inteira de formiguinhas... Ah! Insetos sociais, diferentes de mim. Eu vivo aqui nesta minha inexpugnável fortaleza, com meus discos e meus livros. Com minha televisão, a única companheira, que conversa comigo todas as noites quando chego em casa... O telefone toca apenas quando algum cobrador quer me pressionar.

Aquela firma que eu havia herdado de meu pai... Parece que faz tanto tempo... O velho morreu sem saber ao menos o porque. Fiquei feliz com sua morte. Antes ele me considerava um moleque. Irresponsável demais para ter um cargo administrativo naquela sua firma. Mas herdei tudo, velho! Tudo! Mas nada me satisfazia... Precisava de algo mais. Precisava de uma pessoa com quem pudesse conversar. Uma mulher bonita, vistosa... Uma mulher que fosse alvo de olhares de todos aqueles malditos acionistas. Queria impressioná-los, mostrar que eu era um “bom vivant”.

Foi aí que conheci Luciana... Aqueles olhos verdes mexiam com minha libido... Aquele corpo escultural, parecia com a Vênus de Botticelli... Linda! Uma dama maravilhosa. Capaz de despertar a paixão do mais insensível dos homens. Mas comigo não funcionou... Eu a queria apenas como acompanhante. A queria como um adorno, um animalzinho de estimação.

Luciana! Eu te prometi tanto! Te daria o céu e a terra se você apenas cumprisse seu mísero papel de esposa fiel... Mas você cumpriu? Me responda, Luciana! Você cumpriu seu simples papel de esposa? Não! Teve que dormir com cada um dos malditos acionistas! Cada um provou o gosto de seus lábios carnudos e amargos. Cada um deles! Depois disso... Eu era motivo de chacotas... Cada um que esbarrava em mim, ria com um olhar de escárnio. Você me fez ser o motivo de gozação de todos aqueles funcionários! Todos! Apenas eu não sabia daquilo... Nem suspeitava! Foi quando recebi uma carta anônima... Engraçado como as pessoas fazem tudo para verem os outros infelizes, não? Aquela carta me revelou toda a sua sordidez...

Eu não tocava em seu corpo! Nunca a toquei! Você sabe que eu não suportaria... Você sabe que a minha solidão sempre foi um fator importante em minha vida... Mas respeitou isso? Não! Você teve que dar o rabo para todos os malditos acionistas da maldita firma que herdei! Para todos! Quando eu te mandei embora, você ainda queria uma indenização! Você é muito safada, Luciana! Muito safada! Uma indenização? Você merecia a morte! Não sei aonde estava com a cabeça quando a deixei sair sem ao menos te bater! Você merecia isso, Luciana! Merecia!

Todos zombavam de mim, por isso eu comecei a beber como um louco... Era uma garrava de scotch por dia, no mínimo. Entrava naquela maldita firma e só saía depois que tivesse acabado com uma garrafa inteira! Já havia até acostumado... Nem bêbado mais eu ficava... Claro que não demorou muito para eu perder a firma. Claro! As dívidas estavam se tornando insuportáveis e eu não tive escolha... Não tive! Os malditos acionistas... Os mesmos que comeram Luciana... Ficaram com o que havia sobrado... Saí de lá com uma mão na frente outra atrás. Nada, apenas este apartamento que está caindo aos pedaços.

A televisão me alegra. Deixe-me ver o que está passando... Hum... Está passando um especial de ano novo. Cantores sertanejos estão fazendo uma oração. Que horas são? Deixe-me ver... Hum... Quase meia noite... Mais um ano de absoluta solidão vai terminar... Mas eu não vou deixar que outro ano assim comece. Não vou deixar.

Antes que o ano termine, eu irei voar por esta janela, um voo que vai me libertar das amarras invisíveis que me prendem nesta vida.

Me lembro quando ainda era um moleque. Uma infância rica, cheia de mimos de toda a família. Desde aquele dia em que minha mãe foi embora com aquele homem... Meu pai nunca mais foi o mesmo. Minha mãe... Não me lembro muito bem de seu rosto... Apenas posso sentir seu perfume doce invadindo minhas narinas. Até hoje tenho a nítida impressão de que ela vai voltar um dia. Tenho a sensação exata de que aquela porta vai se abrir e eu vou poder abraçá-la como nunca havia feito.

Meu pai tinha ficado obcecado por vingança depois que ela foi embora... Mas nunca a encontrou. Eu deveria ter uns cinco ou seis anos. Me lembro quando ele levava aquelas meninas para casa. Eram pequenas... Uns treze anos ou menos... Ele as violentava na minha frente. Me fazia assistir a tudo aquilo. Eu não entendia nada, mas achava engraçado aquelas mulherzinhas gritando de dor naquela sala escura.

Enquanto socava violentamente o orgão para dentro delas, ele ainda gritava para mim: “Mulher tem que ser tratada assim! Olha bem, Zé Luis! Mulher tem que ser tratada no cacete!”, dizia enquanto puxava os cabelos daquelas meninas com força...

Claro que ninguém poderia te pegar, não é pai? Claro que o dinheiro sempre falou mais alto! Você calava as bocas dos pais das garotas com uma merreca de nada, um troco. Cresci neste ambiente escuro, sozinho. Passava dias sem ver o velho, que as vezes levava algumas dessas menininhas para a casa de praia... Só Deus sabe o que ele fazia com elas lá.

Bem... Sua morte foi bonita. Isso foi! Um enfarte! Foi quase teatral. Você se levantou e cambaleou, a melhor parte foi quando rolou escada abaixo. Magistral! Ninguém suspeitou de nada... Afinal... Você era meu papai! E vivia bêbado, né? Rolou tão bonito... Tudo ficou para mim! Tudo veio em minhas mãos... décadas de seu trabalho que eu consegui arruinar em cinco anos... Acontece... Paciência.

Mas isso não importa mais... O que importa é que estou prestes a me despedir deste mundo em grande estilo. Este será meu maior Reveillon. Desta vez eu finalmente irei passar por uma experiência nova. O mundo me espera. O mundo finalmente vai sentir minha falta depois que eu saltar deste prédio.

Já estou imaginando... Amanhã, nos grandes jornais, primeiro de janeiro: “Empresário arruinado se joga do prédio”, vai ser a glória! Minha foto na primeira página, esborrachado no asfalto. Minha nossa! Como eu não pensei nisso antes! Vai ser lindíssimo!

O efeito das drogas que ingeri já estão fazendo efeito... Me sinto tonto... Meu corpo parece que balança neste parapeito rachado pelo tempo... Estou perdendo os sentidos... Não sei mais quanto tempo vou suportar essa dor me devorando a alma. As cicatrizes nunca desaparecerão, nunca!
Os fogos estão se intensificando. Acho que a hora é essa, o ano velho está ficando para trás e eu vou com ele. Eu irei junto com o ano velho! No ano novo, o mundo poderá respirar mais aliviado. Não estarei mais aqui. Não estarei mais aqui.

Meus braços não seguram mais no beiral, estou livre, solto. Os fogos de artifício não param e eu sinto uma vontade enorme de voar. O vento parece assobiar como se me chamasse. Minhas pernas bambeiam e eu finalmente me desprendo da janela. O céu está iluminado com as partículas incandescentes e eu finalmente estou voando. Estou livre.

¤

FIM
Dimitri Kozma

Memes e idéia para blogs parceiros

Recebemos este meme/selo do Humortífero e do Tatu Tauá. Infelizmente não dá para responder a todos os memes que nos chegam, então acho interessante a gente linkar posts, o que acham disso? Iniciamos um post de um blog parceiro com um tema que achamos interessante e linkamos para o post completo. Acho que é bem mais interessante que essa "troca de figurinhas".

11 de abril de 2008

O Massacre da Serra Elétrica – Por Leandro Aguilar

Quando se trata de filmes de terror este filme é assustador, é agonizante, é perturbador, é genial. Tobe Hooper foi simplesmente fantástico ao nos entregar este que é um marco nos filmes deste gênero.


Confesso que quando assisti este filme pela primeira vez, em 1990, fiquei uns dois dias sem dormir. As cenas me deixaram, e deixam, chocado até hoje. Talvez por ter sido baseado em fatos reais. Mais adulto, assistiu inúmeras vezes. Mas faltavam algumas peças do quebra cabeça. Peças que seriam encaixadas com o filme Massacre da Serra Elétrica O Inicio. Mas isto é um assunto eu quero tratar depois deste.

Então vamos ao que interessa:

O filme começa quando um grupo de cinco jovens, sendo dois casais formados por Sally Hardesty (Marilyn Burns) e seu namorado Jerry (Allen Danziger), e Pam (Teri McMinn) e Kirk (William Vail), além do irmão inválido de Sally, Franklin Hardesty (Paul A. Partain), decidem fazer uma visita na casa, onde Sally e Franklin viveram. Além de verificar no cemitério local se não havia violação do túmulo de seus ancestrais, pois haviam recebido notícias sobre profanações das tumbas.

No caminho eles encontram um homem muito estranho chamado "Hitchhiker". Porém eles nem imaginariam o que estava prestes a acontecer a eles, quando encontram em seu caminho uma família de canibais loucos.

Eis que surge a lenda "Leatherface”, um homem deficiente mental que usa uma máscara criada de retalhos de pele humana e cuja sua principal arma é uma serra elétrica. Leatherface começa a persegui-los. Um a um vão sendo capturados e torturados até a morte. A cena mais perturbadora é quando Leatherface pendura uma das jovens vivas num gancho que se ela fosse um animal a ser abatido.

Ou será o violento golpe de uma mareta na cabeça, com seu corpo se debatendo em horríveis espasmos do sistema nervoso, seguindo o mesmo método brutal com que se abate um boi ou porco? Ou ainda o momento em que um outro jovem paraplégico em uma cadeira de rodas é surpreendido pelo maníaco e retalhado através da ação devastadora, sangrenta e altamente dolorosa de uma moto-serra? Difícil dizer qual a melhor cena.

O mais espantoso é que nos vemos presos ao filme. Percebemos e assimilamos o desconhecido. Incorporamos alguns momentos de coragem e de medo. Agonizamos por dentro, assim com as vítimas no filme, e gritamos de espanto também.

Na minha opinião este filme sempre será, pelo menos para mim, um marco dos filmes de terror.

Ficha técnica:

O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, Estados Unidos, 1974). Vortex, 82 minutos, Cores Direção: Tobe HooperRoteiro: Kin Henkel e Tobe HooperProdução: Kim Henkel, Tobe Hooper, Jay Parsley, Lou Peraino e Richard SaenzMúsica: Wayne Bell e Tobe HooperFotografia: Daniel PearlEdição: Larry Carroll e Sallye RichardsonDireção de Arte: Robert A. BurnsElenco: Marilyn Burns (Sally Hardesty), Allen Danziger (Jerry), Paul A. Partain (Franklin Hardesty), William Vail (Kirk), Teri McMinn (Pam), Edwin Neal (Hitchhicker), Jim Siedow (Old Man), Gunnar Hansen (Leatherface), John Duggan (Grandfather), Robert Courtin, William Creamer, John Henry Faulk, Jerry Green, Ed Guinn, Joe Bill Hogan, Perry Lorenz, John Larroquette (narrador da introdução).

CORPO ABJETO - HQ de Horror - Dimitri Kozma

Corpo Abjeto é uma história em quadrinhos com horror e erotismo, propositalmente tem um final um pouco dúbio.
Já sabe, clique na imagens para ampliar.

ESCARRO - Poesia surrealista de Dimitri Kozma

Escarrei no chão e percebi que escarro em carro
Ex-carroça, sem sarro.

Salvo o calvo
Abro o alvo

Sempre delinquente...
Esperava dormente, doente, a crente frente a gente

Acabo de cortar o rabo
Brabo filho de um nabo

Simples escalada
Se fazia calada
e Estava pelada
e Se sentia sagrada

Pleno esguicho
Pegou o nicho
Parecia bicho

Tropecei no escarro
pensei que era carro

Esculpi
Ex-cuspi
Ex-Tupi
Ex-
Ex-sarro
Ex-carro
escarro

Cuspi no carro
carro quebrou
pro saco foi
escarrei no ex-carro

Dimitri Kozma
31/01/2002

Patrão e Empregado 28 - O que um patrão pensa de seu empregado - Dimitri Kozma

Esta é a última charge dessa série. Não sei se vocês gostaram, mas como eu falei, estou publicando simplesmente pra dar algum destino a este trabalho que fiz faz mais de 10 anos para um cliente estelionatário que não pagou.
Realmente acho as piadas que o cara escreveu bem fracas, mas é a vida...

O que um patrão pensa de seu empregado
" - Empregado puxa o saco e acha que a gente não percebe."

10 de abril de 2008

Mais um picareta: Marcelo Nascimento da Rocha, o "dono da Gol"

Já falamos de Omar Khayaám, que enganou a mídia e se vendeu como o homem mais culto do mundo. Hoje falaremos de outro picareta, Marcelo Nascimento da Rocha, estelionatário que enganou muita gente, incluindo Amaury Junior, transformando-se em celebridade instantânea.

Participou do Recifolia durante 4 dias, passando-se por filho do dono da Gol, empresa de aviação. Deu diversas entrevistas, teve caso com diversas modelos interesseiras e recebeu inúmeras regalias.

Hoje Marcelo está preso, e a pouco tempo lançou um livro contando sua história.

[atualizado 2011]
O video antigo estava fora do ar, entao seguem novos videos com a trajetoria do picareta que ganhou ate um filme estrelado por Wagner Moura. Realmente uma das historias mais impressionates e inacreditaveis. Parece ficcao.






E aqui uma entrevista com o mitomano Marcelo Nascimento da Rocha.



Amaury Jr. falando sobre caso Marcelo Nascimento.



Como extra, o trailer do filme VIPs com Wagner Moura, dirigido por Toniko Melo.

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