Arte, Humor, Variedades, Quadrinhos, Ilustração, Vídeos, Notícias Interessantes, Contos, Crônicas, Comics, Horror, HQ, Games, Pintura, Surrealismo, Tiras, Pintura, Literatura, Curtas Metragens, etc... Uma verdadeira SOPA DE CÉREBRO!! Está servido? Bom apetite! Dimitri Kozma - Orbe Mídia.com - www.orbemidia.com
28 de dezembro de 2009
Aguilar e Banda Performática toca "Come chocolates"
Aguilar e Banda Performática toca "Come chocolates" - (Aguilar, César, Fernando Pessoa e Marcelo Maluf) no Estúdio Showlivre.
Liderada pelo renomado artista-plástico José Roberto Aguilar, a banda foi criada em 1980 e teve diversas formações - entre elas, as participações de Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Lanny Gordin.
Atualmente, com os músicos Giba, Gabi, Cesar, Daniela Maluf, Loop B, Marco e Marcelo Maluf no time, a banda divulga o recém-lançado album Anti Herói. Repleto de discursos engenhosos e sonoridade criativa, o álbum traz o "Manifesto do Anti-Herói", entre outras inquietudes.
Frase do Dia
Elbert Hubbard
Animais Fofos... - Parte 1
Equilibristas de cabo de eletricidade...
Revista de Video Game Grátis - Arkade
Tem opção de ler online ou baixar o pdf e você pode assinar a newsletter para receber por e-mail o aviso da nova edição. Ótimo trabalho! Recomendo! :-)
O conteúdo da edição 6:
Lista dos melhores games de 2009.
Jogo de nintendo DS como matéria de capa: Zelda: The Spirit Tracks
Outros reviews e previews também estão nesta edição, tal como Rogue Warrior, Silent Hill, Allods Online, Lost Planet 2 e Just Cause 2.
Game clássico: Rock nRoll Racing.
Design de audio para games.
Clique aqui para ler todas as edições da revista.
23 de dezembro de 2009
Coleção de Sucessos Virais da Internet
Ruth Lemos - Sanduichi-ichi!
Silvio Santos e o Bambu
Jeremias
Funk do Jeremias
Comeu a puta e não pagou
Bêbado perdeu o cu jogando truco
Daft Hands - Harder, Better, Faster, Stronger
Landlord
Two Chinese boys - I want it that way
David After Dentist
Chad Vader After Dentist
Cacete de Agulha
Nintendo Sixty-FOOOOOOOOOOUR
Entrevista de Joel Santana em Inglês
Kiko e a Atoladinha
O Jardineiro é Jesus, e as arveres somos nozes!
Toda Babada!
Rivaldo sai desse lago
Golimar - O Thriler indiano
O Cara tussiu
Vai tomar no cu
Tapa na Pantera
Sony Bravia
2 girls 1 cupp - Reação da Vovó Marlene
Play him off, keyboard cat
Fonte: WeRgeeks
22 de dezembro de 2009
Frase do Dia
Henry Ford
Bizarrices de visitantes do Sopa de Cérebro - Parte 2
Weird Al Yankovic e a Saga Star Wars - Humor
StarWars - The Saga Begins - Weird Al Yankovic
Weird Al Yankovic - Star Wars Cantina
"Weird Al" Yankovic- "Yoda"(from The Weird Al Show)
21 de dezembro de 2009
Vivendo com Michael Jackson - Completo e Legendado
"Living With Michael Jackson", produzido pelo jornalista britânico Martin Bashir e transmitido pela ABC. Este documentário mostra a vida de Michael Jackson, e provavelmente é o trabalho mais completo sobre a vida do ídolo pop.
O jornalista pareceu muito parcial, e tenta a todo momento retirar declarações embaraçosas do cantor, como as relacionadas a pedofilia, dormir com crianças, bizarrices, escândalos de todas as formas e etc. Mostra também um pouco da rotina do astro em Neverland.
É um documento que vale a pena ser assistido, para quem é fã e também para os curiosos.
Aprendendo mágicas com Mister M
Aqui uma nova série de vídeos do dedo duro, retiradas do DVD, dublada bem toscamente, mas dá para se divertir aprendendo a fazer pequenos truques de salão usando cartas de baralho e moedas.
Xenogenesis - Primeiro filme de James Cameron
Vale ser assistida por curiosidade. Dizem que custou 20 mil dólares, e achei muito para este resultado final...
Parte 1
Parte 2
20 de dezembro de 2009
Enquanto isso, na estréia do filme Avatar...
Papai Noel em Tempos de Crise - Ilustração
Frase do Dia
Albert Einstein
Game Experimental - Galeria de Arte - Download Grátis
Arte livre para todos! A Internet está aqui para isso. Liberdade de informação!
Clique aqui para baixar o game de graça.
Se quiser vasculhar no meu HD virtual e baixar outros programas, games, músicas, filmes, tudo de graça, clique aqui.
O Cachorro e o Açougueiro - Animação
Louis Armstrong canta "Super Mario World"
Aqui vai a letra:
I see Mario
Luigi too
He's player one,
He's player two
And I think to myself
Super Mario World
I see towers so tall
They make me afraid
But those scary castles
Aren't very well made
And I think to myself
Super Mario World
The shells of flying turtles
So pretty in the sky
They're also kinda deadly
Don't touch 'em or you'll die
I hear Yoshi makin' noise
like a chronic smoker's cough
He's really sayin'
"Please get off"
When you win the game
There's a Yoshi parade
Mario and Luigi
They's just tryin' to get laid
And I think to myself
Super Mario World
Ooh, I think to myself
Super Mario World
Oooh... game over.
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E aqui, para quem não se lembra (se algum extra-terrestre acessa o blog), vai a música original, "What a Wonderful World" cantada por Louie (Louis) Armstrong:
18 de dezembro de 2009
NO LIMIAR DA ANTROPOFAGIA - Parte 3 - Conto - Dimitri Kozma
Leia a parte 2, aqui.
Parte 3A madrugada chega e apenas permanecem na sala os parentes mais próximos e alguns amigos. É uma Quinta-feira, “Dia horrível para se morrer!”, pensa dona Maria, o velório não está tão cheio como costuma estar quando falece alguém no fim-de-semana. No último velório, o do seu Eustáquio, a sala estava lotada, era um belíssimo sábado de céu estrelado e parece que o programa naquele dia era visitar o cadáver de seu Eustáquio jazendo naquele velório. “Foi inesquecível!” pensa dona Maria enquanto vê alguns gatos pingados que estavam sentados nos banquinhos laterais. Até Conceição já parou de chorar violentamente, apenas choraminga de mansinho sentada num banco ao lado de sua prima. Dona Cida também se encontra sentada num dos banquinhos, tinha deixado o marido dormindo na cama e rapidamente já voltara para a sala do velório, mas ela está piscando forte, quase pegando no sono. Algumas pessoas estão cochilando com a cabeça pendendo para um lado, de vez em quando alguém chega até a roncar. O clima está uma morosidade aterradora, o silêncio impera absoluto, apenas interrompido de vez em quando pelo suspiro profundo de Conceição.
Finalmente dona Maria toma a iniciativa, levanta-se e grita eufórica:
- Vamos rezar! Todos dêem as mãos!
Alguns se levantam aborrecidos, outros mais condescendentes, imediatamente se forma uma corrente em torno da mesa de mármore que sustenta o ataúde de Ivete. Dona Maria inicia as preces, como sempre fizera ao longo desses anos todos. Os outros a seguem, repetindo suas palavras de louvor a Deus e a Jesus Cristo. Enquanto todos oravam, dona Maria reparava em cada detalhe daquele cadáver, este era o momento em que ela sempre utilizava para isso, sua fértil imaginação viajava em delírios inenarráveis. Reparava na feição de cada uma das pessoas que estavam ali e percebia o sofrimento dos parentes mais próximos. Se alimentava disso, um alimento para sua alma sofrida, que encontrava conforto em sua miserável vida apenas nestes curtos momentos, que ela tanto almejava.
Não é possível precisar por quanto tempo rezaram, quando dona Maria foi perceber, lá fora o céu já estava clareando, os passarinhos já começavam a cantar e mais algumas pessoas chegavam para dar os sentimentos à Conceição.
Dona Carmem aparece ali com uns biscoitinhos caseiros, ela sempre foi uma quituteira de mão cheia, bate no ombro de dona Maria e oferece:
- A senhora aceita, acabei de assar, são de goiaba.
Dona Maria rejeita educadamente a oferta, afinal já estava bem alimentada por hoje, além disso era diabética, nunca tomava insulina, mas se cuidava, evitando comer doces:
- Obrigado, dona Carmem, mas eu não estou com fome... Velórios me fazem perder o apetite, é tão triste...
Carmem, que era uma mulher gorda, diz enquanto não parava de comer os próprios biscoitinhos:
- É por isso que a senhora está tão magra assim, dona Maria, precisa se alimentar melhor...
- A senhora se esquece que eu não posso comer doces... Sou diabética. – Lembra dona Maria.
- Oh sim! Desculpe... Eu me esqueci, dona Maria... E como está o seu nível de açúcar no sangue? – Pergunta Carmem, não muito interessada.
- Faz uns dois anos que eu medi pela última vez... É só controlar, sabe... Não comer doce...
A bonachona Carmem faz um gracejo:
- Ora, se eu ficar sem comer doce, eu acho que morro! – Solta uma risada silenciosa, apenas pelo nariz.
“Você vai explodir de tanto comer, sua gorda nojenta!” – Pensa dona Maria, mas nada diz. Sem esperar a resposta, dona Carmen vai oferecer para outra pessoa os seus deliciosos biscoitos, dona Maria permanece ali, a espera do enterro, que vai acontecer por volta das onze horas.
O padre Onofre entra pela porta, um velho baixo, calvo, olhos pequenos e nariz pontiagudo. Anda apoiado por uma bengala. Uma aparência ameaçadora, tinha um olhar superior com a mania de ver as pessoas do alto, como se fosse uma entidade, ele mesmo se julgava uma entidade espiritual de luz a serviço do Senhor. Tinha idéias conservadoras ao extremo, por isso admirava pessoas como dona Maria, que prestavam um serviço incomensurável para a igreja e para a comunidade. Era muito antigo na cidade, chegava a ser mais poderoso que o prefeito, nas últimas eleições, por exemplo, o padre Onofre indicou seu candidato, um decrépito coronel de direita, resultado: Uma vitória esmagadora.
Cumprimenta primeiramente dona Maria, que era quase que uma unanimidade naquela cidadezinha, ela em sinal de respeito, o beija a mão.
- Benção, padre...
Com um olhar elevado, o pároco responde:
- Deus te abençoe, minha filha.
Em seguida caminha até próximo a mesa, estende a mão para Conceição, que a agarra forte e beija demoradamente, depois observa o corpo, que já estava mais inchado e arroxeado, faz o sinal da cruz e reza um “Pai Nosso” e uma “Ave Maria”, em seguida faz uma reverência a todos e sai, dizendo voltar depois para o enterro.
Dona Maria volta para junto de Conceição, que agora chorava violentamente de novo, observa o corpo, percebe cada detalhe que se formou de ontem para hoje, percebe cada vaso que estourou, cada veia que está mais escura, repara no inchaço que aconteceu rapidamente, de uma hora para outra, faz força e consegue ver os algodões, tingidos de vermelho, pensa: “Se eu não tivesse colocado esses algodões...”. Não resiste e toca mais uma vez na mão de Ivete, ela está gélida, ressecada. Consegue perceber claramente os músculos que, a esta altura, já estão duros como pedra.
O tempo passa e finalmente o relógio pendurado na parede do fundo marca onze horas. Um jovem, funcionário do velório coloca lentamente a tampa no esquife, quando Conceição percebe que vem chegando o momento do adeus definitivo, começa a soluçar como uma histérica e se joga abraçando o corpo da filha. Dona Maria vê aquilo tudo com o maior prazer possível. Conceição grita: “Não! Minha filhinha! Não! Não vai! Não!” enquanto se debruça naquele caixão agarrando aquele defunto pútrido. O pedaço do pano rendado que estava no tórax de Ivete caiu, deixando à mostra as cicatrizes da mastectomia. Mas Conceição parecia não ligar para aquilo, parecia que queria apenas ficar agarrada com sua filhinha querida que a deixara, estava tão transtornada que teve de ser retirada a força para que o caixão pudesse ser fechado.
Alguns esparsos parentes seguraram nas alças de ferro do caixão, mas dois funcionários tiveram que ajudar pois não haviam parentes nem amigos homens suficientes para carregar, alguns velhinhos estavam tão encarquilhados que não poderiam nem pensar em carregar aquele ataúde. Dona Maria pensa: “Porque fui nascer mulher? Eu poderia estar carregando esse caixão.”, o padre Onofre chega um pouco atrasado, mas ainda há tempo de liderar o cortejo que se segue do velório até o cemitério.
Lentamente aquela procissão vai passando pelas ruas, rezando incessantemente, Conceição teve que ser aparada, pois estava passando mal, com uma forte tontura que não a deixava ficar de pé. Dona Maria seguia na frente, ao lado do padre, segurava seu indefectível terço com toda força possível. O dia de trabalho não permitia que muitos seguissem o cortejo, mas era um número significativo, aproximadamente cem pessoas.
Depois de alguns quarteirões, chegam ao cemitério, lindo, repleto de árvores, com enormes estátuas de anjos enfeitando as sepulturas e maravilhosos mausoléus ricamente decorados. Dona Maria visitava com frequência o túmulo em que se encontravam seu filho e seu marido Olegário, conhecia aquele campo-santo de cor. Ás vezes quando não tinha nenhum afazer nas tardes quentes de verão, passeava pelos jazigos trocando as flores que estavam secas por flores frescas. Gostava de fazer isso principalmente com túmulos de pessoas esquecidas pela família, se sentia feliz com este ato de solidariedade.
O cortejo fúnebre atravessa as avenidas principais do enorme cemitério, grande demais para uma cidade tão pequena, pensam alguns. Um gato amarelado cruza a procissão que vai se embrenhando cada vez mais profundamente no adro arborizado. Um silêncio sepulcral ainda permeia, apenas quebrado pelos choros desesperados de Conceição, que via cada vez mais próximo o adeus definitivo.
Finalmente encontram o sepulcro destinado a Ivete, não era algo muito grandioso devido a alguns problemas financeiros que Conceição enfrentara, mas era digno de respeito, uma lápide com seu nome gravado em letras em relevo davam um ar um pouco menos rústico a aquele enterro. Com duas cordas amarradas nas extremidades, três coveiros começam a fazer o caixão descer na cova, neste momento Conceição começa a se debater histérica, rasgando a roupa e tendo de ser impedida de se jogar dentro da cova ela berra:
- Minha filha! Minha filha! Eu preferia ir no seu lugar! Minha filha, volta! A mãe vai no seu lugar!
Aquilo comoveu a todos, aquele gesto de amor e entrega mexeu com o brio da maioria das pessoas que acompanhavam o cortejo, dona Cida olha com profundo enternecimento e comenta baixinho com dona Maria que estava ao seu lado:
- É nessas horas que vemos como as mães sofrem... Olha só, comadre... Olha como é triste esse momento...
- É realmente muito triste, ela nunca mais vai ver a filha, nunca... Mas Deus sabe o que faz, se Ele quis assim, então isso devia ser o melhor prá ela. – Conclui dona Maria, sem tirar os olhos de Conceição.
O caixão finalmente toca o solo de sua vala definitiva, imediatamente, depois de tirar as cordas, o padre diz algumas palavras de conforto, seguido de uma reza. Momentos depois a terra já está cobrindo o esquife, dona Maria joga um botão de rosa antes que o caixão desapareça totalmente mancomunando-se com o solo. As lágrimas de Conceição são infindáveis, amparada por um primo, ela é levada, pouco depois os outros também começam a sair enquanto os coveiros começam a cimentar aquela laje que cobrirá a cova que foi fechada. Dona Maria é a única que ainda permanece ali, vendo o trabalho fascinante dos coveiros.
Depois que eles terminam, ela ainda continua lá, irredutível, vendo aquele recém-chegado corpo. Imagina a ação dos vermes, imagina a pele sendo corroída pelas minúsculas larvas que vivem na escuridão. Divaga pensando naquele corpo embaixo da terra, os olhos cerrados para sempre, aquela posição por toda a eternidade.
Chama um garotinho que vendia flores e compra um buquê, um dos mais bonitos e vistosos. Lírios do campo, flores essas que transmitem a ela um sentimento tão profundo que nem ao menos consegue explicar, um misto de alegria e de uma profunda melancolia. Depois de admirar por alguns segundos aquele belíssimo buquê, dona Maria o coloca sobre o túmulo, encima da laje ainda umedecida, e permanece ali sozinha durante todo o dia, até escurecer.
CONTINUA...
Frase do Dia
Albert Einstein
Linguagem jurídica traduzida para o "Manêz" - Humor
PRONTO, AGORA VC NÃO PRECISA DE 05 ANOS DE FACULDADE!
Pros “ manu” DEVOGADUPara explicar a linguagem jurídica na língua dos mano.
Você lê uma sentença no Diário da Justiça e fica completamente perdido? Acha a linguagem forense de outro planeta?
ENTAO, MANO, SEUS PROBLEMAS ACABARAM: VAI AI UMA TRADUCAO DE IMPORTANTES DIALETOS JURIDICOS PARA A LINGUA DOS MANOS…
1- Princípio da iniciativa das partes - ‘faz a sua que eu faço a minha’.
2 - Princípio da fungibilidade - ’só tem tu, vai tu mesmo’(parte da doutrina e da jurisprudência que entende como sendo ‘quem não tem cão caça com gato’).
3 - Sucumbência - ‘a casa caiu!’, ‘o tambor girou pro seu lado’.
4 - Legítima defesa - ‘tomou, levou’.
5 - Legítima defesa de terceiro - ‘deu no mano, leva na oreia’.
6 - Legítima defesa putativa - ‘foi mal’.
7 – Oposição - ’sai batido que o barato é meu’.
8 - Nomeação à autoria - ‘vou cagoetar todo mundo’.
9 - Chamamento ao processo - ‘o maluco ali também deve’.
10 – Assistência - ‘então brother, é nóis.’
11 - Direito de apelar em liberdade - ‘fui!’ (parte da doutrina entende como ’só se for agora’).
12 - Princípio do contraditório - ‘agora é eu’.
13 - Revelia, preclusão, perempção, prescrição e decadência. - ‘camarão que dorme a onda leva’.
14 - Honorários advocatícios - ‘cada um com seus pobremas’.
15 - Co-autoria, e litisconsórcio passivo. - ‘passarinho que acompanha morcego dá de cara com muro’.
16 - Reconvenção - ‘tá louco, mermão. A culpa é sua’.
17 – Comoriência - ‘um pipoco pra dois’ ou ‘dois coelhos com uma paulada só’.
18 - Preparo - ‘então…, deixa uma merrequinha aí.’
19 - Deserção - ’deixa quieto’.
20 - Recurso adesivo - ‘vou no vácuo’.
21 - Sigilo profissional - ‘na miúda, só entre a gente’.
22 - Estelionato - ‘malandro é malandro, e mané é mané’.
23 - Falso testemunho - ‘X nove… ’.
24 – Reincidência - ‘poxa mermão, de novo?’.
25 - Investigação de paternidade - ‘toma que o filho é teu’.
26 - Execução de alimentos - ‘quem não chora não mama’.
27 - Res nullius - ‘achado não é roubado’.
28 - De cujus - ‘presunto’.
29 - Despejo coercitivo - ’sai batido’.
30 – Usucapião - ‘tá dominado, tá tudo dominado’.
Fonte: Via e-mail
Hey - Eatliz - Animação
Por Toda Minha Vida - Raul Seixas
O programa é bem interessante e mostra algumas curiosas passagens da vida de Raulzito. Vale a pena assistir a este programa de qualidade da televisão brasileira.
15 de dezembro de 2009
TOY ART PARA O NATAL! Ainda dá tempo!
Repassem para os amigos. :-)
Para mais informações, acesse o site:
www.orbemidia.com/my
A coleção de "toy art" My é composta por bonecos personalizados e destinados a todos os públicos, infantil, juvenil e adulto.
Os inusitados bonecos da linha My foram criados pelos irmãos Dimitri Kozma e Maria Claudia Kozma, um artista plástico e uma estilista que criaram as peças de arte colecionáveis.
Confeccionados em tecido, são produzidos sob encomenda, com diferentes acessórios e características próprias.
Mais Informações:
TOY ART MY - Orbe Mídia
Site: www.orbemidia.com/my
Fone: (55 11) 5642-1727
e-mail: my@orbemidia.com
Valentina
Valentina contagia a todos com sua meiguice e estranho gosto por caveiras.

Ed
Apaixonado, Ed arrancou seu próprio coração para oferecer a sua alma gêmea.

Ana Clara
Apaixonada, Ana Clara arrancou seu próprio coração para oferecer a sua alma gêmea.

Martin
Simpático diabinho, com charme infernal.
Vladimir, O Vampiro
Este simpático vampiro vai adorar chupar seu sangue! E o mais estranho é que todos adoram.
Natália
A alegria de Natália ilumina a todos em sua volta. Basta dar um abraço apertado nela para garantir um dia de paz e felicidade.
Gabriel, O Anjo da Guarda
O pequeno anjinho da guarda Gabriel é um poderoso amuleto da sorte e te protegerá de todo mal olhado. Ótima opção de presente para todos.

Glinder
Simpático extraterrestre verde e com enormes antenas.

Maria Eduarda
A pequena e delicada Maria Eduarda adora se vestir bem.

Bobby
Bobby é um pouco calado, frio às vezes, mas todos o adoram.

Catarino
Ele sofreu um pequeno acidente e não parece muito feliz com isso. Precisa de atenção e cuidados.
Emulador de Playstation 2
Dizem que o emulador de Sony Playstation 2 (PS2) roda perfeitamente no computador com praticamente todos os jogos de feitos para o console.Testei rapidamente e não conseguir fazer a desgraça rodar na minha máquina. Testei algumas opções de emulador e cada uma dava uma mensagem diferente de erro. Como não tenho mais tempo disponível para testar, desisti. Mas sei de muita gente que conseguiu rodar sem problemas.
Se você quiser se aventurar, aqui irão as dicas. Além do emulador, você precisa da bios do playstation para rodar perfeitamente, e claro, de algum jogo para Playstation 2 em DVD ou em imagem ISO.
Aqui está o link para download do emulador Pcsx2 rev_1533 junto com a bios: http://www.mediafire.com/?jzz3almmyzy
Abaixo assista a um vídeo ensinando a configurar o programa da melhor forma. Conte para a gente aqui nos comentários se conseguiu rodar ou se também teve alguma dificuldade.
Os Caranguejos que carregam objetos...
Rapaz solteiro e religioso procura...
Obrigado pelas correntes enviadas por e-mail!
Meus amigos, muito obrigado pelas 4512 correntes que me foram enviadas até agora!!!Neste ano, graças a elas, tomei algumas atitudes que mudaram minha vida:
1.
Já não saco dinheiro em caixa eletrônico
Porque vão me colar um adesivo amarelo ou jogar uma linha no meu ombro e quando eu dobrar a esquina vão me roubar;
2..
Já não tomo coca-cola
Porque me avisaram que serve pra limpar mármore e que um cara caiu no tanque da fábrica e ficou totalmente corroído;
3.
Não vou ao cinema com medo de sentar
Numa agulha contaminada com o vírus da aids;
4.
Estou como uma inhaca de gambá violenta
Porque desodorante causa câncer de mama;
5.
Não estaciono o carro em shopping center
Com medo de cheirar perfume e ser seqüestrado;
6.
Não atendo meu celular
Com medo que alguém peça para digitar 55533216450123=t4rh2 e eu tenha que pagar uma fortuna de ligação para o irã, ou então ouça um analfabeto dizer que sequestrou minha filha enquanto um outro analfabeto ba ndido fica gritando que nem viado.....ai pai, ai pai;
7.
Não como mais bigmac pois é tudo feito
Com carne de minhoca com anabolizante;
8.
Não como mais carne de frango, chester e nem vou no kfc
Pois os frangos foram alterados geneticamente, tomam hormônios femininos e têm seis asas, oito coxas e não têm bico, penas nem cabeça;
9.
Não saio com mais ninguém
Porque tenho medo de acordar na banheira cheio de gelo e sem meus rins;
10.
Refrigerante em lata, nem pensar!!!
Tenho medo de morrer de leptospirose do mijo do rato;
11.
Não tenho mais nenhum tostão
Pois doei tudo para a campanha em prol da operação da nildinha, que é uma menina
Que precisa fazer uma operação urgente, que só tem mais dois meses de vida (desde 1993);
12.
Escrevi em 500 notas de r$1,00 uma mensagem para a nossa senhora da frieira,
Para me dar muito dinheiro, e acabei perdendo umas 20 notas pois eu escrevi demais;
13.
Este mês devo receber o meu celular ericsson,
Por ter repassado os e-mails para 2366 amigos, e mês que vem recebo os u$1.000,00 da aol e da microsoft, além dos prêmios da nestlé;
14.
Não bebo mais refrigerante kuat,
Pois ele tem uma substância que causa câncer;
15.
Jesus e nossa senhora já devem estar morando
Lá em casa de tanta visita deles que recebo por email;
Feliz natal, um ótimo 2010 e por favor, não me mandem mas correntes!!!!
14 de dezembro de 2009
Post de Natal: O Natal pelo Mundo!
O primeiro que publicarei aqui no Sopa é um vídeo de um trabalho para o natal do ano passado na cidade de Paulínia, São Paulo. Este vídeo é uma apresentação do Papai Noel animado mostrando o natal pelo mundo e interagindo com o vídeo, as criaças e o duende Funny.
E aqui assista ao vídeo isolado que o Papai Noel robótico interage.
A Christmas world travel with Santa Claus Santa Claus! Merry Christmas , Feliz Navidad, Buon Natale, Froehliche Weihnachten, Feliz Natal!
video by Dimitri Kozma - (c) 2008 - www.orbemidia.com
Animatronic by Roboarte - www.roboarte.com.br
Palavras Chave:
Animatronic Robot Art Animation Show Natal Santa Claus Christmas Navidad Baba Noel Papai Noel Cartoon happy Merry Feliz Navidad Natale Froehliche Weihnachten Humor Comix Happy Children Child Dimitri Kozma Natal Papai Noel Robot Animatronico Robo Arte art Animação animacao Show Apresentação Santa Claus Christmas Children Child Crianças Brinquedo Brincadeira Natalino Dimitri Kozma Humor Paulinia Tecnologia
Tatuagens Curiosas
3D Tattoos Arts and Weird Tattoos
I'm Yours (ukulele) - Vídeo
Atualizado - Acredito que seja um viral para promover essa música horrorosa, porque depois vi em um monte de lugares esse vídeo. Iria apagar, porque não promovo viral criado com objetivos sórdidos, mas vou manter aqui com este aviso de manipulação de mídia. Provavelmente é um viral para promover o verdadeiro "cantor" desta musiquinha tosca que nada mais é do que lixo sonoro.
11 de dezembro de 2009
Dimitri Kozma: Game Galeria de Arte Interativa
Acabo de criar uma galeria de arte interativa experimental com meus trabalhos, em forma de game de plataforma. Você controla o personagem bizarro que anda e pula pela galeria, observando as pinturas e detalhes que estão disponíveis, interagindo com o cenário. Surrealismo num mundo bizarro! Espero que gostem.Clique aqui para visitar a galeria virtual experimental!

Bizarrices de visitantes do Sopa de Cérebro - Parte 1
Aqui vai uma coletânea de bizarrices de palavras chave digitadas por pessoas que chegam aqui no Sopa de Cérebro pelo Google. Inclusão digital e a imbecilização do universo.Selecionei algumas das pérolas bizarras mais curiosas, o texto foi digitado exatamente como publico aqui, não mudei absolutamente nada.
Depois publico mais...
"ratinho livre" lésbicas
download Este sexo é feminino
como tirar virgindade masculina -
quero ver a foto do mosaico do michael
Manter vigilante J Gabriel
imagens de maicom dieksom morto
video sexo oral "salvar destino como"
imagens forte do defunto michael jackson.
dinamica da caixa de bombons engraçada.
animais mutantes .
filmes conhecidos.
PORQUE NÃO EXISTEM FOTOS DO CORPO DE MICHAEL JACKSON
fotos do corpo de michael jackson morto.
simbolos pedofilia.
frases homensagem de eleições.
fotusmichaeljackson.
o recreio da anita download.
10 de dezembro de 2009
NO LIMIAR DA ANTROPOFAGIA - Parte 2 - Conto - Dimitri Kozma
Leia a parte 1, aqui.
Parte 2Alguns dias depois, dona Maria está varrendo a varanda cheias de folhas secas, o vento espalhou tudo e os cachorros fizeram uma anarquia. Está amontoando as folhas junto ao muro quando surge no portão o velho senhor Francesco, chapéu de palha, grandes olhos arregalados profundos, nariz que não negava sua origem italiana, sua pele era bem queimada pelo sol, andava arqueado e mancava de uma perna. Seu Chico, como era mais conhecido, olha para dona Maria e diz, com um forte sotaque, uma mistura de italiano com caipira:
- ´Tarde, dona Maria...
Ela para de varrer, encosta a velha vassoura de piaçava já gasta na parede e se dirige em direção ao portão:
- Boa tarde, seu Chico, como vai?
Apoiando-se no muro, seu Chico acende um cigarrinho de palha e dá uma tragada, enquanto diz:
- Eu vou bem, dona Maria... Só a aposentadoria é que tá complicada... O dinheiro não tá dando.
Faz uma menção de que o cigarro a estava agredindo, espantando a fumaça que teimava em vir em direção a seu rosto. Conselheira, como sempre, a velha senhora fala:
- Tá ruim prá todo mundo, seu Chico, o prefeito prometeu que ia ajudar os aposentados... Mas até agora nada...
Um pouco constrangido pela reação de dona Maria, seu Chico coloca a mão que segurava o cigarro nas costas e diz:
- É... Aquele lazarento... - Dá uma forte tragada, voltando a colocar o cigarro para traz e relata: - Dona Maria... Vim aqui prá te contar... a fia da ´Ceição faleceu...
Dona Maria faz uma feição de enorme tristeza:
- Oh! Coitada... Pobre menina... Tão jovem... Eu até fui visitar ela algumas vezes... Não consigo nem imaginar... Mas me diga, como foi, seu Chico?
Espantando a fumaça espessa para o outro lado, seu Chico conta os detalhes com uma profunda tristeza e morosidade:
- Como sofreu! Os óio da menina reviraram e ela vomitava sangue... Foi triste demais...
Dona Maria pede:
- Por favor, seu Chico, me conta mais...
- Bão... Eu acho que tudo que tava dentro dela explodiu... A coitada deve di ter sentido tudinho... Uma morte dessa eu não queria nem prá um cachorro vira-lata... A ´Ceição tá num desespero só...
Com as mãos unidas na altura do abdómen, dona Maria concorda:
- Imagino... Coitada...
- Ela pediu prá senhora ir lá no velório, prá modi ajudar a preparar o corpo...
Imediatamente ela concorda:
- Mas é claro que eu ajudarei... Como sempre fiz, seu Chico, avisa prá dona Conceição que eu estarei lá em uma hora...
Ele se vira, faz uma reverência com o chapéu e se despede:
- Tá certo, vou avisar a ´Ceição... ´Tarde, dona Maria.
- Boa tarde...
Ela permanece por alguns segundos ali no portão, a medida em que vê seu Chico se afastar com aqueles passos lentos, um frenesi incontrolável toma o coração de dona Maria, uma sombria alegria ilumina seu lúgubre semblante, como se estivesse acabado de receber um inestimável presente.
Não consegue segurar o tétrico sorriso, seu olhar se torna crepitante, o tempo parece não mais importar, afinal, hoje terá um dia de infindável regozijo.
Sem delonga, ela entra em sua casa, veste sua melhor roupa negra, um vestido que só usava em ocasiões especiais e encobre os cabelos esbranquiçados com um lenço de cetim. No espelho da penteadeira do quarto, dona Maria fita-se e divaga, se esquece do passado e, saboreando o momento de gozo intenso, deleita-se, um momento sempre aguardado.
Olha-se naquele espelho e por um instante não se reconhece lá, vê cada ruga de seu rosto carcomido e imagina: “Quem é essa velha?”, não se considerava com aquela aparência, sua excitação era tanta que dona Maria se sentia como uma garotinha ingênua esperando a visita de Papai Noel na véspera de natal. Olhava-se no espelho e imaginava quem seria aquela velha apodrecida, mas lembrou-se então de Ivete. Por um instante tocou os seios, murchos e caídos, e imaginou como era feliz em os ter, lembrou-se da pobre moça deitada naquela cama, o tórax inchado, sem os seios. A medida em que lembrava, mais e mais dona Maria ficava empolgada com aquela situação, agora iria ao velório ajudar a arrumar o cadáver, iria mais uma vez ver aquele corpo mutilado, novamente sentiria o prazer indescritível que tinha ao tocar aquela pele gelada.
Passa um pouco de pó de arroz, dando um tom mais ameno em sua face enrugada, pega o melhor perfume, aquele que guardara a mais de dez anos e que usava apenas em ocasiões especiais, esguichando um pouco atrás da orelha. Pega a bolsa e enfia nela alguns produtos que vai precisar usar, mais uma vez olha-se refletida no espelho, olha-se não se vê, apenas tem em mente a imagem de Ivete, uma idéia fixa.
Pela rua, dona Maria passa sem ver nada a seu lado, anda com passos rápidos, não consegue ver a hora de chegar. Finalmente avista o velho velório, único na cidade, velório este que já guardou o corpo do ex-prefeito, que morrera de enfarte anos antes, velório que já abrigou o vigário Dom Fernando, que foi beatificado e um dia poderá se tornar santo, tantas pessoas já foram veladas naquela mesa de mármore, quantas coroas de flores já passaram por lá? É impossível precisar, mas dona Maria se sente bem ao lembrar disso, percebe como o velório da cidade tem uma importância fundamental.
Aquelas portas de pesada madeira maciça estão abertas mais uma vez. Subindo um lance de quatro degraus, dona Maria avista os quatro círios, flamejando ao sabor da leve brisa que paira no ar, ladeando a mesa de mármore que recebe mais um esquife. Quando adentra-se na sala, percebe a atmosfera que tanto aprecia, aquele cheiro tão característico que apenas os frequentadores assíduos podem perceber.
Nas paredes estão pregados cartazes com mensagens católicas. Dona Maria lembra-se quando sugeriu ao padre que as colasse ali, ele não estava muito predisposto, mas depois da velha senhora persuadir metade da cidade, o padre não teve outra escolha a não ser permitir. Dona Maria escolheu pessoalmente estas mensagens, pegando trechos do Novo Testamento, uma das que ela mais admirava estava bem ao lado do caixão: “Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.”. Mas sua mensagem preferida ela deixou para colocar na cabeceira da mesa de mármore: “Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.”.
Dona Maria achava que as mensagens que pregara na parede eram adequadas para estes momentos de dor que aconteciam naquele triste lugar. Mas para ela, aquele lugar representava o seu maior prazer na vida.
Mal entra na sala de porte médio e já avista Conceição em prantos ajoelhada ao pé do caixão, só ela está lá, as portas ainda estão fechadas para que os parentes e conhecidos possam dar os pêsames, dona Maria também observa o caixão, colocado de qualquer jeito na mesa, provavelmente por um desleixado funcionário do hospital. “Vagabundos, não tem respeito pelos mortos.” Pensa dona Maria, enquanto ajeita o esquife de modo que fique alinhado perfeitamente com a mesa. Conceição não percebe, está tão entretida em suas preces que não nota a presença de dona Maria, que a chama delicadamente, num tom baixo:
- Dona Conceição...
A sofrida mulher , já sem forças por todos estes meses em que sua amada filha padeceu em um leito, não consegue ao menos responder, ela apenas choraminga, alheia ao que se passa à sua volta. Dona Maria insiste mais uma vez, tocando em seu ombro:
- Dona Conceição...
Ela leva um pequeno susto e vira-se sobressaltada, arregalando os olhos, dona Maria tira a mão rápido e pede desculpas:
- Sinto muito, não queria te assustar, dona Conceição...
Ela não consegue dizer nada além de:
- Minha filhinha, minha filhinha...
Dona Maria faz uma cara de profundo pesar quando passa a mão delicadamente pelo rosto de Conceição e fala:
- Meus sinceros pêsames, dona Conceição... Agora Ivete está nos braços do senhor.
Erguendo a vista, as lágrimas são uma constante em seu rosto, seu nariz não consegue parar de escorrer incessantemente, Conceição levanta-se lentamente enquanto diz:
- Ela... Sofreu tanto... Minha filhinha...
Dá então um abraço apertado em dona Maria, que a segura forte, as lágrimas escorrem em cascata, aos berros de:
- Ivete era... tudo prá mim... Tudo!
Dona Maria aperta cada vez mais o corpo de Conceição e pede:
- Chore mais, dona Conceição, chore... É bom desabafar.
Naquele abraço apertado, dona Maria pôde sentir a alma despedaçada, pode degustar a profunda tristeza presente naquele corpo abatido de Conceição. Um maravilhoso deleite íntimo para dona Maria. Quanto mais ela a abraça, mais fica extasiada, mais seus sentimentos se inebriam e tornam-se tênues. Como se estivesse se alimentando da alma de Conceição, como se estivesse drenando toda e qualquer energia vital que, por ventura, ela ainda tivesse. Acaricia suas costas, sente os ossos envelhecidos, arqueados, a coluna está repleta de gomos enormes, que vão aumentando a medida em que ela chora.
Após alguns minutos naquele prazer infindável, dona Maria parte para o prato principal: Ivete. Passa por dona Conceição, que se ajoelha novamente, continuando a rezar e observa a morta, os olhos parecem revirados, estão abertos, contorcidos, a boca também está entreaberta, deixando transparecer os poucos dentes que ainda tinha e, mesmo assim, amarelados e apodrecidos. Algumas gotas de sangue escuro pingam do nariz, indo parar nos ouvidos. O cabelo está mais ralo do que antes, emaranhados naquele pobre caixão econômico, que tinha até algumas pontas de pregos espetando a pele de Ivete.
O corpo era coberto por uma mortalha branca, embrulhado. A primeira coisa que chamou atenção de dona Maria foram os olhos, não poderia ficar abertos, ficaria feio, o que as pessoas que vão vir ao velório diriam? Jamais poderia deixar, deveria fechar os olhos para que parecesse estar dormindo. Com o dedo indicador e o polegar, ela força a pálpebra para que se feche, mas está difícil, os rigores pós-morte estão começando a agir, com uma força maior, pressionando um pouco mais o globo ocular, dona Maria finalmente consegue fechar os olhos da defunta.
Com um paninho umidecido em álcool que ela trouxera de casa, dona Maria esfrega o rosto, limpando os respingos de sangue coagulados e a baba que pairava nos lábios de Ivete. Depois disso, ela tenta fechar a boca que está entre aberta, mas está muito dura, parece que não terá como fazer, pelo menos sozinha, então ela pega um chumaço de algodão de sua bolsa e lentamente começa a introduzir na boca de Ivete, de maneira que encha suas bochechas chupadas, não melhorou muito, mas pelo menos disfarçou os dentes cariados.
Pega mais dois chumacinhos pequenos de algodão e introduz, com a mão mesmo, no nariz de Ivete, de maneira que evite qualquer constrangimento de uma hemorragia em virtude da explosão de seus órgãos. “Até que não seria uma má idéia.” Pensa dona Maria ao imaginar durante o velório o espetáculo grotesco que aconteceria quando todos veriam o cadáver expelir uma cascata de sangue pútrido. Mas logo muda de opinião, não seria muito bom para a imagem dela, ficaria com a fama de que não consegue preparar um defunto direito, não a chamariam mais para cuidar dos detalhes do velório. Coloca os algodões, caprichando na quantidade. Depois coloca mais dois chumaços no ouvido.
Abre a bolsa e tira um pó de arroz especial, que ela separou apenas para maquiar os cadáveres, era um tom mais forte, perfeito para peles branquíssimas, Umidece um pouco o pincelzinho com álcool e mistura com o pó, passando depois pelo rosto de Ivete com se estivesse pintando uma parede.
- Ivete vai ficar linda. A mais bonita! – diz eufória para Conceição, que continua a rezar sem abrir os olhos.
Arranca a mortalha e verifica que o defunto está nu. Observa as cicatrizes de suas mamas, observa aquele inchaço decorrente da doença, sente uma exultação enorme ao presenciar aquilo, observa cada veia esverdeada tentando pular para fora da pele delicada. Olha o sexo, murcho, quase tão murcho como o dela, e sente satisfação ao sentir aquele cheiro de carne apodrecida que invadia sua narina.
Depois de olhar o suficiente para aquele corpo, pede então para dona Conceição:
- A senhora trouxe uma roupa prá vestir Ivete?
Ela não escuta, e dona Maria repete a pergunta, finalmente ela atende:
- A sim, sim... Está aqui.
Estende um vestido branco dobrado, empoeirado, lindíssimo, de seda, todo rendado, trabalhado a mão, dona Maria o pega e o desdobra com cuidado, chacoalhando levemente para espantar o pó. Conceição começa a chorar desvairadamente enquanto diz:
- Era... da festa de formatura da Ivete... Ela ficou tão bonita nele... A mais bonita... Parecia uma princesa...
- Ela vai ficar linda, dona Conceição, vai ser o velório mais bonito dessa cidade...
Conceição ajoelha-se novamente enquanto com muito esforço dona Maria vestia sozinha aquele cadáver, que já estava enrijecido, percebeu que teria que fazer uma rasgo atrás do vestido para colocá-lo em Ivete, depois de muito empenho consegue arrumar de uma maneira que pareça natural, mas nota que as mamas ficaram estranhas, o vestido tinha um enorme decote, dava para ver claramente o tórax inchado e a inexistência dos seios, tentando disfarçar aquilo, dona Maria recortou um pedaço de trás da saia rendada e colocou ali no decote.
Para finalizar, apenas cruzou os dedos de Ivete, que já estavam quase quebradiços de tão rígidos e estava pronto, tinha feito um belíssimo trabalho. Antes de mostrar para Conceição o resultado final, ela ainda fica ali, apreciando deliciosamente aquele pedaço de carne morta. Sem resistir, dona Maria toca com as duas mãos o rosto de Ivete e ao tocar aquela gélida cútis, um delicioso orgasmo toma todo seu corpo.
Dona Maria perde completamente a noção de tempo e espaço acariciando o rosto cadavérico e ressecado, inerte em seu leito fúnebre, saboreando um deleite inenarrável e inesquecível, pelo menos até a próxima morte na cidade, onde tudo vai se repetir.
Mais ou menos meia hora depois de abertas as portas do velório para os familiares e amigos, o salão já começa a parecer pequeno, ouvia-se um burburinho infindável, dezenas de pessoas se acotovelam para poder abraçar a pobre Conceição, que trajava um vestido preto e tinha um véu escondendo seu rosto inchado de tanto chorar. Dona Maria permanecia ali observando tudo, estava recostada na parede do fundo, ao lado da porta principal, segurando um terço nas mãos, seu olhar era condescendente. De vez em quando se aproximava do caixão, dava uma longa olhada e voltava para seu canto.
Ivete era muito querida na cidade, praticamente todos a conheciam. Os mais velhos ainda se lembravam de quando a pequena Ivete corria pelas ruas brincando junto com as outras crianças, enquanto os mais novos se lembravam da boa amiga que ela sempre foi.
Passa pela porta a Zuleica, solteirona convicta, andava sempre carregando uma bíblia debaixo do braço. Era corpulenta, enormes seios, quadris desproporcionais ao seu tamanho, usava sempre um coque nos longos cabelos negros, tinha um espesso buço que lhe dava uma aparência assustadora. No momento em que ela está entrando, observa dona Maria e, com um ar agitado, vai conversar com ela:
- Dona Maria, como vai a senhora?
Ela apenas faz um gesto de cabeça, Zuleica continua:
- Pois é... Esses momentos são uma tristeza, né? Eu imagino como a Conceição deve estar se sentindo...
Dona Maria continua a ouvir, mantendo seu olhar benevolente, diz:
- É, Zuleica, a filha dela era um doce... Eu inclusive fui visitá-la no hospital. A menina era só pele e osso... Sofreu tanto a coitada...
Cruzando os braços e virando o rosto em direção ao caixão, Zuleica comenta:
- Era tão boa essa menina, né? Mas Deus escreve certo por linhas tortas... A hora dela tinha chegado... Eu só fico triste por causa da Conceição... Não existe nada pior para uma mãe do que enterrar um filho.
Dona Maria concorda com a cabeça, lembrando-se do seu amado Júnior, imediatamente lhe vem a imagem do velório dele, lembra-se de Júnior estirado naquele caixão e os quatro círios luzindo ardentemente a sua volta.
Zuleica não percebe que dona Maria está em um mundo só dela e continua a falar, sem ser ouvida:
- Pois bem... Olha quanta gente falsa tá aqui, né? Olha só, o Reginaldo, ele sempre brigou com a Ivete e agora tá aqui, dando os pêsames para a mãe dela. Olha lá a Filó, nunca foi na missa e agora fica ali sentada, rezando... Por isso que eu digo, dona Maria, isso é falta de Deus no coração...
Finalmente Zuleica percebe uma brecha na interminável fila de pessoas que davam as condolências para Conceição e diz:
- Com licença, dona Maria. Deixa eu aproveitar que a fila tá curta, vou até ali dar os pêsames para a Conceição...
Dona Maria continua entretida em suas divagações, imagens não param de pulular em sua mente fértil. Mais uma vez dá uma olhada em direção ao esquife, involuntariamente pensa: “Como seria bom se alguém esbarrasse ali no caixão, derrubando Ivete...”, começa a divagar em suas idéias e imagina o corpo de Ivete ser pisoteado pela multidão, começa a imaginar o desespero que Conceição sentiria ao ver os orgãos de sua filha serem esmagados, o sangue esguichando sem parar.
Mas seus devaneios são interrompidos por uma mão em seu ombro, era Cida, ao seu lado o marido Germano, queixo proeminente, chapéu puído nas beiradas e um olhar sofredor, aparentava estar um pouco embriagado.
- Dona Maria! – Diz Cida, pesarosa.
- Oi comadre. – Sem muita algazarra, ela responde a amiga.
- Viu que tristeza?
Sem ao menos se mecher, Maria responde:
- Deus sabe o que faz, comadre...
Neste momento percebe que as pernas do marido se bambearam, segura-o pelo braço com uma mão apenas e continua a conversar:
- Com certeza... Mas ela ficou bonita, heim!
Com um brilho sutil nos olhos, dona Maria pergunta:
- Gostou?
- Claro, ficou linda, a senhora fez um trabalho maravilhoso, ainda mais se levar em conta o estado que ela estava, né?
Maria vira o olhar para o esquife:
- É... Ela estava horrível, a pele ressecada, quase podre... e parecia que sofria muito...
- Mas agora parece até que morreu como um passarinho... Tá bem delicadinha a menina... Linda!
Satisfeita, dona Maria agradece:
- Obrigado, dona Cida, eu falei prá Conceição que a Ivete ia ficar linda...
Um soluço faz com que Germano seja notado:
- E o senhor, seu Germano, o que achou? – Pergunta dona Maria, tentando ser gentil.
Ele vira-se com os olhos marejados pelo álcool e diz sem pensar:
- Eu achei horrível...
Cida dá um cutucão em seu braço, mas ele continua:
- Não adianta me cutucar, Cida, eu achei nojento, não sei porque você sempre insiste em me trazer nesses lugares. – Diz Germano, enrolando a língua.
Cida se irrita, mas repreende em tom baixo:
- Germano! Vamos já prá casa! – Vira-se para dona Maria: - Com licença, dona Maria, vou levar o Germano prá casa, colocar ele na cama e depois volto, tá?
Vai saindo enquanto dona Maria apenas faz um aceno com a cabeça.
CONTINUA...

















